Comportamento

Saber identificar o comportamento do seu coelhinho é muito importante! Você consegue descobrir quando ele está feliz, triste ou até mesmo doente.
Aqui damos dicas que irão te ajudar a entender melhor o seu orelhudo e o que ele quer dizer.

Comportamento e Linguagem dos Coelhos

Bons tutores de coelhos são pessoas dispostas a ter novas experiências, atenciosas e dispostas a aprenderem uma nova linguagem, um novo estilo de vida e um novo código de comportamento. Coelhos são excelentes companhias, mas, como todos os animaizinhos, requerem cuidado, carinho e paciência. Quanto mais convívio você tiver com seu coelhinho, mais você aprenderá a interagir com ele, mais ele vai ficar próximo de você e mais apaixonado por ele você ficará.
Coelhos não latem, não miam e não fazem outros ruídos típicos de comunicação, exceto quando dão pequenas “rosnadinhas” de descontentamento, e podem gritar por dor ou medo. Porém, a linguagem corporal deles pode ser percebida como indicativo de emoções. A descrição de atitudes observadas nesses animaizinhos pode te ajudar a se comunicar com eles. O comportamento mais típico dos coelhos e difundido pelos desenhos animados é a batida no chão com a pata traseira. Os coelhos fazem isso para mostrar que estão nervosos ou agitados.

Machos marcam o território com a urina (você pode eliminar o cheiro da urina lavando o local com água e vinagre) e tanto machos quanto fêmeas podem fazer cocô para marcar território. Lembre-se: castração ajuda a resolver este comportamento!

Outro fato interessante é que coelhos esfregam o queixo nos objetos ou até mesmo pessoas quando querem “dizer”: isto é meu!
Uma das defesas naturais dos coelhos é correr (bem rápido). Eles conseguem saltar alto e longe. Eles também gostam de treinar corridas e, muitas vezes, gostam de brincar de pega-pega. Correr à sua volta em círculos indica felicidade por sua presença ou indica “me dá comida?!”. Alguns coelhos ainda podem dar umas leves mordidinhas nos seus sapatos, mas você pode ensiná-los dizendo “Não!” em tom firme. Correr e pular contorcendo o corpo é pura felicidade. Coelhos podem pedir carinho (e comida) tão dramaticamente como cachorrinhos pidões, eles olham pra você atentamente, empurram você com o focinho e, às vezes, até mordiscam.

Se eles esticarem a cabeça em sua direção, abaixando as orelhas, não deixe de fazer um agrado, ou ele pode se magoar. Coelhinhos cheirando tudo com o pescoço esticado para frente e as orelhas bem viradas para frente significa que estão curiosos e tentando descobrir coisas novas.
Eles também podem ficar em pé para observar e ouvir melhor. Ao contrário, coelhinhos relaxados e tranquilos deitam com a barriga para baixo ou mesmo de lado com as patas traseiras esticadas. Eles também podem parar de mexer o focinho, relaxar a cabeça e fechar total ou parcialmente os olhos.


Muitos coelhos não gostam de serem afagados embaixo do queixo, embaixo da barriga e nas patas. Prefira acariciar a cabeça, testa, orelhas ou carinhos longos da cabeça até o final das costas. Não fique desapontado se seu coelhinho não te lamber ou não gostar de colo. Cada um tem sua peculiaridade, mas todos são adoráveis.

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Carregando seu coelho no colo

Se seu coelho não gosta de colo, evite carregá-lo. Faça somente quando precisar.
Nunca pegue seu coelho pelas orelhas! Eles sentem muita dor e você pode acabar prejudicando a estrutura e vascularização muito delicada delas.
A forma correta de pegá-los é como na imagem: passando a mão pelo tórax, atrás das patas dianteiras e, com a outra mão, apoiar os membros traseiros e colocar as costas dele encostada em seu peito ao levantar ou, com o coelho de lado, também apoiá-lo na altura do peito.


Nessa hora, o coelho pode tentar pular para longe por medo, por isso, crianças devem estar sempre sentadas e sob supervisão, e pessoas não experientes devem posicioná- lo antes de o erguerem a uma altura perigosa.

O GAC alerta: Os músculos dos coelhos são fortes para corridas, mas seus ossos são porosos e fracos para impactos, o que torna toda queda um risco à saúde e vida do animal. Em caso de acidentes, recorra a um veterinário especializado de confiança!

Não vire seu coelho de barriga para cima, pois ao contrário do que muitos pensam ou dizem, eles não gostam e entram numa espécie de transe ou estado hipnótico (chamado “imobilidade tônica” ou “trancing” em inglês) e não conseguem se mover. O medo é tão intenso que ele pode colocar em risco a saúde do animal.

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Entenda seu coelho

  • Gosto de você: lambe a pessoa;
  • Gosto do carinho: enquanto você está o acariciando, ele range os dentes (caso ranja os dentes sem você estar fazendo carinho, significa dor);
  • Estou feliz: corre e pula se contorcendo;
  • Não quero conversar: vira de costas para a pessoa, recusa carinho e guloseimas;
  • Estou nervoso ou agitado: joga longe brinquedos e comedouros;
  • Há algo me perturbando: bate a pata traseira (sinal de alerta);
  • Quero carinho: estica a cabeça com as orelhas abaixadas em direção à pessoa;
  • Preciso relaxar: deita com a barriga para baixo ou de lado com as pernas esticadas;
  • Estou com medo ou dor: chia;
  • Estou com forte dor: range os dentes e baba.
  • Como lidar com coelhos “difíceis” (tímidos, assustados ou bravos)

Cada coelho possui uma personalidade e uma experiência vivida que é única. Por isso, é absolutamente normal que no começo, alguns coelhos ainda não se sintam à vontade em seu novo lar. O segredo nestes casos é ter muita paciência, amor e gentileza.
Se seu coelho for “difícil de lidar” no começo, respeite os seus limites. Uma dica para se adaptar com seu coelho no início é sentar-se próximo a ele e deixar que o coelho venha até você. Faça isso aos poucos e diariamente. Eles são curiosos por natureza, então mais cedo ou mais tarde ele virá te cheirar. Quando perceber que seu orelhudo fica bem com a sua presença, comece a oferecer petiscos pra ele (como um pedacinho de verdura) e tente, gentilmente, fazer carinho em sua cabeça e costas.
Durante esse processo, evite fazer barulhos que possam assustar o coelho, uma dica é colocar uma música calma no fundo. Outra dica é o chão no qual o coelho está, por exemplo, coelhos têm receio de andar em pisos lisos e escorregadios, pois não sentem firmeza caso precisem sair correndo. Nestes casos, forre o chão com papelão ou tapetes (sempre atento para que o coelho não roa).
Repita esse processo por dias, semanas e até meses se precisar.
Mesmo que demore, ganhar a confiança e o amor de um orelhudo é muito gratificante!

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